Panorama da Qualidade de Amostras de Espinheira-Santa Provenientes de Arranjos Produtivos Locais e do Comércio Varejista do Rio de Janeiro Através de Métodos Farmacopeicos e Análise de Componentes Principais.

Dulcineia Furtado Teixeira, Leonardo Lucchetti, Silvana do Couto Jacob, Marcelo Raul Romero Tappin, Igor Cunha cardoso

Resumo


O uso de plantas medicinais vem sendo aprimorado no Brasil, demonstrado pela evolução da legislação específica. Porém, ainda há falhas na vigilância da qualidade dos produtos disponíveis. Neste trabalho demonstramos, através dos teores de umidade, contaminantes, epicatequina e taninos totais, um quadro da qualidade de amostras de espinheira-santa (Maytenus ilicifolia) no mercado. Um total de 89 % das amostras mostrou teor de impurezas acima do permitido. Para taninos, verificou-se variação entre 0,18 e 2,96 % - o teor mínimo oficial é de 2 %; a epicatequina (marcador farmacopeico de qualidade) foi detectada em apenas 37 % das amostras, por CCD e CLAE. A análise dos componentes principais, após as avaliações laboratoriais, permitiu visualizar três grupos de amostras legítimas e de outras claramente fraudadas, por apresentarem os teores analisados abaixo dos limites oficiais ou por apresentarem contaminações. O grupo 2 apresentou maiores teores de epicatequina e taninos totais, característicos da espécie. Plantas com altos índices de impurezas e umidade, como as amostras dos grupos 1 e 3, sugerem amostras não autênticas. Estes resultados podem, em parte, sugerir que possíveis efeitos deletérios causados pelo consumo de produtos disponíveis no mercado à base de espinheira-santa possam ser devidos às não conformidades observadas nas amostras.

Palavras-chave


Maytenus ilicifolia; análise de componentes principais; controle de qualidade

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