Análise não Estacionária Aplicada a Sinais de Tribocorrosão

Marco André A. Kappel, Danillo Pedro Silva, José María Sánchez-Amaya, Roberto P. Domingos, Ivan Napoleão Bastos

Resumo


Parte significativa dos sinais eletroquímicos e mecânicos em tribocorrosão pode ser não estacionária. Estes sinais incluem o potencial, a corrente eletroquímica, e a força de atrito. Assim, nesse caso, técnicas tradicionais de análise no domínio da frequência, como a transformada de Fourier, não são adequadas para uma interpretação eficiente do sinal. Normalmente, para fazer uma análise detalhada do sinal, são aplicadas técnicas no domínio tempo-frequência, como a Short-Time Fourier Transform (STFT). Entretanto, uma vez que o método é baseado na escolha de uma janela de tamanho fixo, não é possível obter simultaneamente máxima resolução tanto no tempo quanto na frequência. Neste trabalho, uma técnica foi adotada para encontrar um tamanho dinamicamente variável para a janela, com o objetivo de aperfeiçoar a identificação de alterações na frequência do sinal, características de sinais não estacionários. Este procedimento foi aplicado em sinais de tribocorrosão do titânio comercialmente puro atritado contra uma esfera de 4,0 mm de alumina em solução de NaCl 0,9% m/v. Com esse método, pode-se analisar diretamente o sinal no domínio do tempo, calculando a curtose de pequenos intervalos centrados do sinal. Na prática, a curtose pode detectar alterações abruptas na distribuição dos dados, adaptando a resolução tempo-frequência quando necessária. Os resultados da Variable Short-Time Fourier Transform (VSTFT) se mostraram adequados para a investigação da força de atrito e do potencial/corrente de sinais de tribocorrosão, pois apresentam os sinais no domínio tempo-frequência sem a necessidade de um estágio de pré-condicionamento, ou seja, os dados foram analisados como gerados nos experimentos.

 

DOI: 10.5935/1984-6835.20150093


Palavras-chave


Tribocorrosão; potencial; corrente; análise tempo-frequência.

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