RESPOSTAS FISIOLÓGICAS E ABSORÇÃO DE METAIS EM FOLHAS DE AZEVÉM ANUAL CULTIVADO COM LODO DE ESGOTO E SUAS RELAÇÕES COM ÁCIDOS ORGÂNICOS DE BAIXA MASSA MOLECULAR

Jemima Gonçalves Pinto da Fonseca, Fernando Vaz, Lucas Eiterer, Marcone de Oliveira, Leônidas Passos, Júlio José Silva

Resumo


Neste trabalho, avaliaram-se as respostas fisiológicas e a absorção foliar de Cu, Cr, Fe, Pb e Zn durante o cultivo inicial do azevém anual com adição de lodo de esgoto (LE) e suas relações com os teores foliares de ácidos orgânicos (AO), obtidos por um método de extração simples, utilizando apenas água como solvente e com menor tempo de extração. Os teores mínimo e máximo (mg kg-1) encontrados em folhas de azevém anual após 14 dias em contato com o lodo (Cu: 12,6-21,2; Cr: 26,9-130; Fe: 395,9-6171 e Zn: 138-1190) indicaram o potencial de bioacumulação da espécie. Apenas o Pb ficou abaixo do limite de quantificação e detecção instrumental (0,01 e 0,05 mg L-1) e do método (1,9 e 6,6 mg kg-1). Foram quantificados os ácido cítrico (1.966 mg g-1) e málico (0,957 mg g-1) nas folhas e identificados picos de ácido aspártico, indicando que os mesmos podem estar relacionados ao comportamento nutricional da espécie, particularmente na promoção ou inibição da absorção de elementos ao metabolismo. Com base nas constantes de estabilidade do ácido málico para a formação de complexos organo-metálicos (Kest: 3,40 para o Cu; 2,75 para o Pb e 2,00 para o Zn), além de estudos de interação de grupos carboxilados com íons metálicos, em especial o grupo citrato, pode-se sugerir que a exsudação dos ácidos cítrico, málico e aspártico promove a absorção e retenção de metais e facilita a adaptação da espécie em sistemas antropizados.

Palavras-chave


ácidos orgânicos, azevém anual, biofertilizante, lodo de esgoto, metais pesados



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