Avaliação do potencial de utilização do tremoço andino (Lupinus mutabilis) para produção de biodiesel por rota metílica: revisão.

Hernán Darío Zamora Zamora, Ángel María Zamora-Burbano, Leandro Henrique Ribeiro Varão, Thiago Alves Lopes Silva, Jesus Coral David Medina, Daniel Pasquini

Resumo


  

O biodiesel pode ser obtido a partir do óleo extraído de diferentes oleaginosas. A produção deste biocombustível é realizada por meio de várias rotas, entre elas a mais comum envolve duas etapas principais: a primeira relacionada com a extração do óleo das sementes e a segunda, com a conversão deste óleo em biodiesel. O presente trabalho de revisão apresenta um estudo de viabilidade técnica de produção e utilização do óleo do lupino (Lupinis mutabilis) para cadeia produtiva de biodiesel por rota metílica, bem como descreve algumas propriedades físico-químicas teóricas do biodiesel de lupino obtidas por meio de modelos matemáticos e as compara com as do biodiesel de soja. Diante da similitude das características físico-químicas dos óleos de lupino e de soja, evidencia-se a possibilidade de utilização desta oleaginosa para o setor de bioenergia. As propriedades teóricas calculadas, como densidade (20ºC), número de cetano, poder calorífico e viscosidade cinemática (40ºC), para biodiesel de lupino apresentam-se próximas as do biodiesel de soja e condizentes com os limites estabelecidos pelas normas que regulamentam o setor. Frente aos dados elucidados neste estudo, pode-se afirmar que do ponto de vista técnico a oleaginosa lupino pode ser considerada promissora para o mercado de energia, notadamente para a ecorregião dos Andes, no entanto os processos sugeridos devem ser implementados  experimentalmente com o propósito de avaliar as condições propostas e assim comparar as aproximações teóricas, uma vez que não foram encontrados dados experimentais de produção de biodiesel para oleaginosa em estudo.

           

Palavras-chave


Biodiesel; Tremoço Andino; Óleo de lupino.



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