Automontagem de nanopartículas metálicas, um importante processo para o desenvolvimento de novos materiais e dispositivos nanoestruturados

Mario Roberto Meneghetti

Resumo


O crescente interesse de pesquisadores no desenvolvimento de nanomateriais pode ser medido pelo grande número de artigos e patentes que vêm sendo publicados nos últimos anos. Particularmente, nanopartículas inorgânicas, orgânicas ou mesmo híbridas, das mais variadas formas e tamanhos, já são sintetizadas de forma bastante controlada e sem condições experimentais muito elaboradas. Entretanto, apesar dos avanços, ainda há muito trabalho por ser realizado quanto ao emprego de nanopartículas como blocos de construção para a geração de novos materiais e dispositivos nanoestruturados. A real manipulação de nanopartículas para a construção de um determinado dispositivo apresenta muitos limites e geralmente requer equipamentos de elevado custo e alta tecnologia. Contudo, uma estratégia promissora que pode levar a formação de arranjos nanoestruturados de maneira bastante controlada baseia-se em processos de automontagem de nanopartículas. A automontagem planejada de partículas pode ser descrita com uma agregação planificada, controlada e organizada das mesmas para a obtenção de um arranjo ou dispositivo. O material obtido por automontagem não serve apenas para a geração de uma estrutura em si, mas também para alcançar propriedades químicas e físicas singulares no material que se manifestam apenas devido ao arranjo e a interação entre seus componentes nanoparticulados. Devido à importância desse tema para o desenvolvimento de produtos nanotecnológicos, este artigo mostra, através de uma abordagem ampla e generalizada, alguns dos métodos mais abordados pela literatura especializada sobre automontagem de nanopartículas metálicas.


Palavras-chave


automontagem; nanopartículas; material nanoestruturado; molde; interface

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