Desenvolvimento e produção in vitro de compostos fenólicos de Ruta graveolens L. exposta a fenantreno e benzo[a]pireno

Siomara Dias da Costa Lemos

Resumo


As plantas sintetizam substâncias, como os compostos fenólicos, como estratégias de defesa às condições ambientais. Neste contexto, a adição de substâncias contaminantes ao meio de cultura pode induzir respostas de estresse específicas para alguns organismos vegetais.  O presente estudo avaliou o desenvolvimento in vitro de R. graveolens em meio de cultura contaminado artificialmente com benzo[a]pireno e fenantreno, assim como a produção de flavonoides totais nos brotos crescidos nestas condições. Foram utilizados brotos mantidos in vitro em meio Murashige/Skoog sem reguladores de crescimento, com aproximadamente oito meses de idade. Os meios solidificados foram suplementados com fenantreno (1.0; 5.0 e 10.0 mg/L) ou benzo[a]pireno (0.001; 0.010 e 0.100 mg/L), e as análises foram realizadas ao longo de 21 dias de cultivo. Os compostos fenólicos totais foram determinados pelo método de Folin-Ciocalteau, enquanto a quantificação de diferentes frações de flavonoides totais foi realizada pela técnica colorimétrica adaptada de Maia e Park. A espécie mostrou capacidade de desenvolvimento in vitro e tolerância à presença dos hidrocarbonetos testados, com potencial para o cultivo em áreas contaminadas nos níveis investigados. A análise de compostos fenólicos e flavonoides totais indicou que os brotos mantidos nestas condições podem se desenvolver nas concentrações máximas testadas (10 mg/L de fenantreno e pelo menos 0,1 mg/L de benzo[a]pireno), sem alteração do perfil fitoquímico em relação à rutina.

Palavras-chave


contaminação artificial, Ruta graveolens, hidrocarbonetos de petróleo, meio de cultura.

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