Isolamento e caracterização de lignina acetossolve extraída do bagaço de cana-de-açúcar

Jéssica Souza Rodrigues, Karina Carmo, Roberta de Freitas, Joelen Silva, Vitor Lima, Vagner Roberto Botaro

Resumo


O isolamento da lignina presente no bagaço de cana-de-açúcar vem sendo amplamente pesquisado, primeiramente devido ao alto volume de bagaço de cana-de-açúcar gerado no território brasileiro, e em segundo, devido à lignina ser a principal matéria-prima de fonte aromática do mundo, o que indica um material potencial para a substituição dos recursos fósseis. O presente estudo teve como objetivo isolar e caracterizar a lignina presente no bagaço de cana-de-açúcar pelo método de polpação acetossolve. O bagaço de cana-de-açúcar foi submetido a um pré-tratamento para a remoção de extrativos orgânicos e extrativos solúveis em água quente. Após o pré-tratamento a lignina foi isolada através do método de polpação acetossolve, na presença do ácido acético como solvente, o ácido clorídrico como catalisador e água, na temperatura de ebulição da mistura. A lignina obtida foi caracterizada por análise química de rendimento, espectroscopia na região do infravermelho com transformada de Fourier (FTIR), cromatografia de permeação em gel (GPC) e termogravimetria (TGA). O rendimento da extração de lignina acetossolve foi de 19,95% sob o total de bagaço de cana-de-açúcar. No espectro de FTIR da lignina o intervalo de estiramento entre 1594 e 1511 cm-1 confirmam a preservação da estrutura aromática. A análise por GPC demonstrou uma baixa polidispersividade da lignina acetossolve. A análise de TGA não apresentou resíduos acima de 600°C, indicando alto teor de material orgânico, confirmando a pureza da amostra extraída. Conclui-se que o método de polpação acetossolve para a extração de lignina pode ser uma alternativa aos processos tradicionais se fibras, não madeiras, são utilizadas, como o caso do bagaço de cana-de-açúcar.

Palavras-chave


Lignina; Polpação acetossolve; Bagaço de cana-de-açúcar.



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