Farinha da casca de banana madura: Uma matéria-prima para a indústria alimentícia

Elizabeth Silva Figueiredo, Eliane Jung, Leilson Ribeiro, Claudete Kunigami, Fernanda Nascimento

Resumo


Este trabalho teve como objetivo avaliar o potencial da farinha da casca de banana d’água (Musa Cavendish) obtida do processamento da indústria de doces como possível ingrediente e/ou matéria-prima para a indústria alimentícia pela determinação de sua composição centesimal, elementar, mineral e poder calorífico, como também do seu conteúdo em compostos bioativos e capacidade antioxidante. Os resultados mostraram que a farinha apresentou relevante teor em minerais com destaque para manganês (3,6 mg 100 g-1), além de potássio, como já era esperado. A farinha também se destacou pelo conteúdo de carotenoides (3085 µg 100 g-1) e compostos fenólicos (145 mg 100 g-1), os quais contribuíram para a capacidade antioxidante da mesma, uma vez que ocorreu a captura de parte dos radicais FRAP e DPPH nos ensaios in vitro. O óleo da farinha da casca de banana, o qual representa 13% da composição da farinha, foi majoritariamente composto por ácido palmítico (35%), α-linolênico (25%) e linoleico (22%). Deste modo, verifica-se que a farinha da casca de banana é um produto que oferece diversas oportunidades à indústria alimentícia por sua utilização direta ou pelo fracionamento dos compostos de interesse por meio de técnicas de separação.

Palavras-chave


banana d’água; Minerais; Compostos bioativos; Capacidade antioxidante.



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