Avaliação da estabilidade de agregados em marcadores ambientais terrestres do Antropoceno submetidos a diferentes períodos de pousio

Ricardo Erthal Santelli

Resumo


Recentemente os solos arqueológicos Amazônicos conhecidos como Terra Preta de Índio (TPI) foram propostos para serem elegíveis como Golden spikes do início do Antropoceno há 2000 anos antes do presente. Contudo, esta hipótese foi altamente contestada pela comunidade científica internacional que apontou que as TPI não possuem as condições de preservação geológicas necessárias para servirem como Golden spikes. Uma das principais alegações é que as TPI encontram-se em ecossistemas naturais abertos suscetíveis à erosão natural ou antrópica, o que inviabilizaria uma adequada preservação estratigráfica. Logo, o objetivo deste estudo foi avaliar as características de estabilidade de agregados de solos de TPI sobre diferentes períodos de pousio e determinar se as TPI possuem capacidade de preservação estratigráfica que as tornem resistentes à erosão pluvial e mecânica. Foi constatado que o tempo de pousio não influenciou significativamente na melhoria da estabilidade de agregados das duas áreas avaliadas e foi observado que a matéria orgânica do solo (MOS) não desempenhou uma forte participação como agente cimentante das partículas devido ao caráter oxidíco e caulinítico destas áreas. Consequentemente, foi constatado a suscetibilidade à erosão pluvial e antrópica das TPI, inviabilizando-as como Golden Spikes do início do Antropoceno.

Palavras-chave


Golden Spike do Antropoceno, Terra Preta de Índio, Carbono Pirogênico, Solos Antrópicos

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