Microalgas e biocombustíveis: integração de cadeias produtivas

Fernanda Silva Monção

Resumo


Os biocombustíveis de microalgas são considerados uma alternativa tecnicamente possível para atender as demandas do setor automotivo, de aviação e energético. Entretanto, os custos associados aos processos de cultivo e transformação ainda restringem o ganho de escala da produção da biomassa e sua conversão em biocombustíveis. Um dos gargalos associados ao cultivo de microalgas é o custo dos nutrientes usados nos processos heterotróficos e mixotróficos. Nesta revisão sobre o tema foram descritas e analisadas iniciativas de aproveitamento de efluentes ou coprodutos provenientes das cadeias de produção de biocombustíveis convencionais, biodiesel e bioetanol, para uso como fontes de nutrientes para o cultivo de microalgas. Com a perspectiva de reduzir custos e integrar cadeias agroindustriais convergentes, foi aqui abordado o uso da vinhaça das usinas de bioetanol de primeira geração, do hidrolisado hemicelulósico proveniente do pré-tratamento ácido do bagaço de cana de açúcar, da glicerina bruta derivada do processo de transesterificação de óleos e gorduras e da água de lavagem do biodiesel para a produção de biomassa algal.

Palavras-chave


biorrefinaria, coproduto, glicerol, vinhaça, hidrolisado hemicelulósico, água de lavagem do biodiesel, microalga dulcícola

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