Fungos filamentosos e química: velhos conhecidos, novos aliados

Jacqueline Aparecida Takahashi, Gesiane da Silva Lima, Gabriel Franco dos Santos, Fernanda Henrique Lyra, Alice Ferreira da Silva-Hughes, Flávia Augusto Gonçalves

Resumo


Fungos são classicamente associados com problemas como a deterioração e contaminação de alimentos, micoses humanas e doenças que trazem prejuízos à agricultura. Entretanto, o potencial biotecnológico destes organismos supera enormemente os potenciais danos e o número de espécies fúngicas com importância química, farmacológica, ambiental, ecológica, agrícola e alimentícia é extraordinário. Neste campo, a química ajudou a entender os processos fermentativos e o metabolismo fúngico, potencializando as aplicações de processos e metabólitos fúngicos. A química também tem ajudado a controlar a presença de fungos quando a mesma é indesejada, fornecendo agentes conservantes para alimentos e cosméticos, antioxidantes, antimicóticos e antifúngicos para uso agrícola. No entanto, a interdisciplinaridade do estudo do metabolismo fúngico tem trazido novos e interessantes desafios. Nesta revisão serão abordados aspectos importantes sobre o cultivo, identificação, utilização e potencial biotecnológico de fungos e seus metabólitos partindo da perspectiva do seu uso histórico. Em seguida, serão apresentados aspectos atuais da utilização de fungos para benefício da vida humana, como o desenvolvimento de novos fármacos, aplicações ambientais e ecológicas como o uso de biorremediação, além de se apresentar novas fronteiras para a pesquisa, como a busca de fungos em novos habitats, o uso de condições de cultivo desafiadoras para elicitação da produção metabólica e o uso de técnicas analíticas modernas para ampliar a aplicação biotecnológica de fungos.


Palavras-chave


Fungos; metabólitos secundários; biotransformação; biorremediação; aplicações



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