Esfingolipídios: Metabólitos Bioativos e Modelos para o Planejamento de Fármacos

André Roberto de Oliveira Fredi, Luzineide Wanderley Tinoco

Resumo


Os primeiros esfingolipídios foram descobertos por Thudichum em 1880 e, desde então, mais de 300 tipos já foram identificados.  Os esfingolipídios são ubíquos em células eucarióticas, possuindo uma grande diversidade estrutural para as diferentes espécies. Muitas destas moléculas foram identificadas como sinalizadores celulares cruciais, envolvidas nos processos de regulação do crescimento celular, sobrevivência das células, sistema imune, integridade vascular e epitelial, sendo particularmente importantes nos processos inflamatórios e câncer. O envolvimento dos esfingolipídios com diversas doenças sugere que suas vias metabólicas possam ser consideradas importantes alvos terapêuticos. A produção de substâncias análogas às bases esfingoides pode levar a novos agentes antibacterianos, antifúngicos, anticâncer, anti-inflamatórios e imunossupressores. Uma das maiores descobertas envolvendo os esfingolipídios foi a do FTY720, um análogo da esfingosina que altera o controle do sistema imune e já está sendo usado clinicamente para o tratamento da esclerose múltipla. O objetivo deste trabalho é apresentar alguns conceitos básicos sobre esta classe de substâncias e despertar o interesse sobre seu uso na busca de novos agentes terapêuticos.

 

DOI: 10.5935/1984-6835.20150076


Palavras-chave


Esfinganina; ceramidas; metabolismo; safingol; FTY720 (fingolimode).

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