História do Fungo Bioluminescente Flor-de-Coco (Neonothopanus gardneri) e Efeitos das Condições de Cultura Sobre a Emissão de Luz

Fernanda de F. Ventura, Rafael T. P. Silva, Cassius V. Stevani

Resumo


As investigações sobre fungos bioluminescentes no Brasil iniciaram-se em 2001, no Laboratório de Bioluminescência de Fungos do Instituto de Química da Universidade de São Paulo. Desde então, foram identificadas 13 espécies nacionais (14% do total no mundo) pelo grupo. O fungo Gerronema viridilucens foi inicialmente utilizado como organismo modelo nos estudos mecanísticos de emissão de luz e ensaios de toxicidade. Atualmente, este fungo foi substituído pelo Neonothopanus gardneri, cujas características de crescimento e bioluminescência mostraram-se mais adequadas às linhas de pesquisa desenvolvidas. Ensaios bioluminescentes de toxicidade com fungos são importantes para avaliar a biodisponibilidade e os efeitos causados por poluentes ambientais e fungicidas. Entretanto, antes de desenvolver tais ensaios é necessário a otimização das condições de cultura, visando obter um perfil de bioluminescência mais constante e reprodutível. Este trabalho apresenta o histórico sobre fungos bioluminescentes no Brasil sob o ponto de vista do grupo. Adicionalmente, as condições de cultura foram variadas e avaliadas com o intuito desenvolver um ensaio toxicológico com o N. gardneri. Para isso, foram variados os fatores temperatura, pH do meio e concentração de nutrientes. A condição mais adequada à aplicação prevista foi definida como pH 6, não tamponado, 30ºC, 1% de melaço de cana e 0,01% de extrato de levedura. Nesta condição a emissão de luz é alta e apresenta um perfil com menos variação. Esta espécie é uma boa opção para ensaios de toxicidade, apresentando vantagens em relação ao fungo G. viridilucens.

 

DOI: 10.5935/1984-6835.20150003


Palavras-chave


Basidiomiceto; bioensaio; bioluminescência; ecotoxicidade.

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