Extração e caracterização da lignina da palha do milho (Zea mays L.)

Nathalia V. V. Aguiar, Rogerio M. Vieira, Andreia P. Matos, Moacir Rossi Forim

Resumo


O Brasil como um dos maiores produtores mundiais de milho gera anualmente grandes quantidades de resíduos lignocelulósicos, que possuem pouco valor agregado pós colheita. Este estudo teve como objetivo extrair a lignina da palha do milho através de polpação alcalina, usando como solvente solução aquosa de NaOH (97%), e sua caracterização por meio das análises de FT-IR no intervalo entre 400 e 4.000 cm-1, RMN 1H com operação a 600 MHz, MEV e EDS a 5 kV, e Termogravimétrica entre 25 e 800 °C. A amostra extraída apresentou espectros característicos de ligninas, nos quais identificou-se a presença de grupos hidroxilas, carboxílicos e anéis aromáticos típicos de lignina do tipo G-S-p-H. Observou-se uma estrutura com predominância de regiões retilíneas e pouco arredondadas. Na composição mineralógica, os elementos carbono e oxigênio foram identificados, além da presença residual de sódio. Foram observados três estágios de degradação térmica, relacionados com a perda de umidade, pirólise da lignina e degradação de anéis aromáticos, respectivamente, confirmando a estabilidade térmica da lignina.

Palavras-chave


Lignina; Palha do milho; Polpação alcalina; Caracterização química



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