Urbanização e os desafios na caracterização da qualidade do ar

Graciela Arbilla

Resumo


A aceleração da urbanização, associada às mudanças nos padrões de consumo, tem levado a um acréscimo sem precedentes no uso dos recursos, geração de resíduos, poluição da água e deterioração da qualidade do ar a partir do século XX. O monitoramento e controle da qualidade do ar tem-se tornado um grande desafio, especialmente nas grandes cidades. Os processos químicos e físicos na atmosfera urbana são muito complexos e envolvem a formação de ozônio e outros poluentes secundários. A relação entre as concentrações dos poluentes primários e de ozônio não é linear e depende de mecanismos muito complexos e das condições atmosféricas, principalmente da temperatura e radiação solar. Neste trabalho são apresentados os métodos mais utilizados para a determinação dos compostos não legislados precursores de ozônio, e que não são medidos nas estações de monitoramento automáticas, além de um modelo de qualidade do ar de fácil implementação. O modelo de trajetórias OZIPR (Ozone Isopleth Package for Research), da agência de Meio Ambiente dos Estados Unidos, em conjunto com mecanismo SAPRC (Air Pollution Research Center), permite construir as isopletas de ozônio, curvas de máxima concentração de ozônio para diferentes concentrações iniciais dos poluentes primários, os compostos orgânicos voláteis (COVs) e os óxidos de nitrogênio (NOx = NO + NO2). Os resultados obtidos permitem inferir os aspectos principais dos processos de formação de ozônio em ambientes urbanos. Os resultados também mostram a importância de se obter todos os parâmetros meteorológicos e de concentrações, especialmente CO, NO, NO2 e O3, em uma estação de monitoramento, assim como as concentrações e especiação dos COVs com o objetivo de entender e explicar os níveis de ozônio.

Palavras-chave


Palavras chave: Poluição urbana; Monitoramento do ar; Ozônio troposférico. Compostos orgânicos voláteis; Modelo de qualidade do ar.



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