Desenvolvimento, estabilidade e atividade antioxidante de microemulsão contendo óleo de pequi (Caryocar brasiliense Camb.)

DENIA MENDES DE SOUSA VALLADAO

Resumo


O estudo de veículos para administração de fármacos pode potencializar a ação das substâncias veiculadas aos mesmos e a avaliação de seus parâmetros de qualidade evidencia o comportamento dos componentes da formulação. Este estudo teve como objetivo obter formulações microemulsionadas contendo óleo de pequi (Caryocar brasiliense Camb.) e determinar sua estabilidade, além da sua potencial atividade antioxidante. Os diagramas de fases pseudoternários foram construídos usando uma mistura dos surfactantes oleato de sorbitano (Span 80), Polisorbato 80 (Tween 80) e o co surfactante, 1 -butanol, além dos triglicerídeos de ácido cáprico/caprílico (Polymol 812) e água destilada. O óleo de pequi foi incorporado na proporção de 3% (p/p). As microemulsões selecionadas foram submetidas à centrifugação, 14 dias de ciclos gela-degela e análises físico-químicas (pH, condutividade elétrica e índice de refração) e depois avaliadas. Cinco das sete formulações iniciais permaneceram estáveis. As formulações foram submetidas à estabilidade acelerada em triplicata por 90 dias. Duas microemulsões mantiveram estabilidade física e química adequada. Os testes de diâmetro hidrodinâmico mostraram que as duas formulações tinham tamanho de gotícula na faixa dos nanômetros. O perfil reológico mostrou que ambas as formulações apresentavam comportamento newtoniano e viscosidade linear. A análise da potencial atividade antioxidante mostrou que as formulações apresentaram atividade significativa e que essa atividade aumentou quando o óleo de pequi foi adicionado. Concluindo, os sistemas aprovados mantiveram uma estabilidade notável e podem ser usados como um veículo de liberação para o óleo extraído do pequi.

Palavras-chave


Caryocar brasiliense Camb.; Microemulsão; Atividade antioxidante

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