A Hanseníase e a sua Quimioterapia

Nubia Boechat, Luiz C. S. Pinheiro

Resumo


A hanseníase é uma doença infecciosa tropical negligenciada, presente em 141 países e territórios ao redor do globo. Em 2010 foram diagnosticados cerca de 245 mil novos casos no mundo. O Brasil foi o segundo país com o maior número de casos. O primeiro tratamento da hanseníase começou nos anos 40 com o desenvolvimento da dapsona, rifampicina e clofazimina. Estas drogas foram usadas em monoterapia apresentando efeitos colaterais e resistência ao M. leprae. Para superar este problema, a Organização Mundial de Saúde (OMS) introduziu a poliquimioterapia (PQT), que tem se mostrado bastante eficaz, embora a meta de eliminação da hanseníase não tenha sido atingida. Desta forma, existe a necessidade urgente de se pesquisar novos fármacos que sejam seletivos, mais eficazes e menos tóxicos. Esta revisão aborda os aspectos históricos e a relevância desta doença, assim como os avanços recentes da pesquisa sobre compostos sintéticos e a quimioterapia atual.

 

DOI: 10.5935/1984-6835.20120020


Palavras-chave


Hanseníase; quimioterapia; doenças negligenciadas.

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