Comparação da Composição Centesimal, Mineral e Fitoquímica de Polpas e Cascas de Dez Diferentes Frutas

Wagner Barbosa Bramont, Ingrid Lessa Leal, Marcelo Andrés Umsza-Guez, Alessandra da Silva Guedes, Sheila Cristina de Oliveira Alves, João Henrique de Oliveira Reis, Josiane Dantas Viana Barbosa, Bruna Aparecida Souza Machado

Resumo


Existem várias frutas nativas ou cultivadas no Brasil que ainda não foram estudadas quanto ao seu potencial antioxidante e funcionalidade. Neste estudo foi caracterizada a composição físico-química, mineral e de compostos bioativos da polpa e casca de dez frutas. As frutas avaliadas foram atemoia, cajarana, fruta-pão, graviola, jaca, lichia, mangaba, sapoti, seriguela e pinha. Foi verificado maior teor de proteína (1,24 a 3,43g/100g) nas frutas da família Annonaceae (atemoia, graviola e pinha) tanto na casca como na polpa, e, teores de lipídeos mais altos para o sapoti (polpa e casca: 2,37 e 3,37g/100g, respectivamente). De forma geral, a concentração dos minerais nas cascas das frutas foi superior quando comparada às polpas. As frutas da família Annonaceae apresentaram os maiores valores de fenólicos, principalmente na casca. Os maiores teores de antocianinas e flavonoides foram verificados nas cascas da lichia e da mangaba, respectivamente. A maioria das frutas apresentou concentração superior dos parâmetros investigados nas cascas, consideradas como resíduos das agroindústrias. Os resultados encontrados neste estudo reforçam a necessidade de maiores investigações que abordem a utilização destes resíduos na produção de alimentos e como matéria-prima para extração de componentes ativos para possíveis aplicações industriais.


Palavras-chave


compostos fenólicos; agroindústria; frutas tropicais; flavonoides; antocianinas; potássio



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