O Uso do Canabidiol no Tratamento da Epilepsia

Rafaella Lourenço de Andrade Matos, Luciene Angélica Spinola, Larissa Leite Barboza, Danielle Rodrigues Garcia, Tanos Cemar Costa França, Raphael da Silva Affonso

Resumo


Resumo: O objetivo deste estudo consiste em reunir dados bibliográficos que descrevam o perfil terapêutico do canabidiol (CBD), o principal componente não psicoativo da planta Cannabis sativa (maconha), no tratamento dos transtornos psíquicos, em especial nas epilepsias refratárias. As informações coletadas para composição desta pesquisa provêm de artigos, revistas e livros datados no período de 1940 a 2015, tendo como base de dados SciELO, PubMed, Google Acadêmico e Associação Brasileira de Epilepsia. Diversos estudos clínicos evidenciam os efeitos benéficos do CBD contra crises convulsivas, apresentando melhora total ou parcial na maioria dos pacientes analisados. Além disso, a utilização  do canabinoide não manifestou relevantes  efeitos adversos e tóxicos, e seu uso por tempo prolongado  não produz tolerância, nem qualquer sinal de dependência ou abstinência. Entretanto, dados importantes como  a descrição do perfil químico da droga e a definição minuciosa da farmacocinética ainda são escassos na literatura,  o que tem impedido o desenvolvimento de novos medicamentos contendo o CBD. É possível concluir que o CBD representa uma alternativa promissora para pacientes epilépticos que não apresentam resposta aos tratamentos disponíveis, uma vez que ele pode impedir a ocorrência de danos cerebrais e consequentemente modificar a história natural da doença.

 


 


 

 


Palavras-chave


Cannabis sativa; Canabinoides; Canabidiol; Epilepsia; Efeitos anticonvulsivantes.



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