Briquetes de bagaço de cana-de-açúcar e pó de lixa: caracterização e equilíbrio higroscópico

Livia Lanzi Aló, Paula Ayumi Konishi, Gabriela Bertoni Belini, Juliette Pereira da Silva, Mariana Provedel Martins, Gabriela Tami Nakashima, José Cláudio Caraschi, Fábio Minoru Yamaji

Resumo


O conhecimento do comportamento higroscópico é um fator importante para a caracterização da biomassa compactada. O objetivo deste trabalho foi caracterizar briquetes de blendas de bagaço de cana-de-açúcar e pó de lixa em diferentes condições de armazenamento. As proporções de bagaço de cana-de-açúcar e pó de lixa foram determinadas de modo que as blendas atingissem teores de umidade que definiram 4 tratamentos: T1(22,5%); T2 (17,5%); T3 (13,8%) e T4 (10,0%). Após a compactação os briquetes foram submetidos a três condições de armazenamento: A1(63% UR), A2 (75% UR) e A3 (45% UR). Para cada tratamento foram confeccionados 30 briquetes, dos quais 10 foram submetidos a cada um dos três acondicionamentos por 10 dias. A análise dos briquetes foi realizada por meio da determinação da variação de massa, expansão longitudinal e resistência mecânica. Observou-se que os briquetes do tratamento T3 (13,8%) apresentaram os melhores resultados quanto à expansão longitudinal (3,45%) e obtiveram a maior resistência mecânica (1,10 MPa). Observou-se também que o armazenamento dos briquetes em A1 (63% UR) e A3 (45%) resultou nas menores expansões longitudinais e maiores resistências mecânicas. Os resultados confirmaram que a compactação do bagaço de cana-de-açúcar juntamente com o pó de lixa em diferentes proporções diminuiu a alta higroscopicidade inerente ao bagaço de cana-de-açúcar, resultando em briquetes dimensionalmente estáveis e resistentes, além de ser uma alternativa para o reaproveitamento energético desses resíduos.


Palavras-chave


briquetes; bioenergia; biomassa; resíduos



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