Composição Molecular, Aspectos Quimiotaxonômicos e Origem Botânica de Âmbares Brasileiros

Ricardo Pereira, Ismar de Souza Carvalho, Antonio Carlos Sequeira Fernandes, Débora de Almeida Azevedo

Resumo


O âmbar é uma resina vegetal fossilizada constituída principalmente por diterpenos de diversas classes, tais como abietanos, labdanos, pimaranos e kauranos. Sua origem botânica relaciona-se com angiospermas e gimnospermas, de acordo com o período geológico e local onde foi produzido. A análise da composição química de âmbares por cromatografia em fase gasosa acoplada à espectrometria de massas e ressonância magnética nuclear de carbono 13 no estado sólido permite inferir as possíveis famílias botânicas que o produziram, e, assim, se obter importantes informações referentes à flora resinosa do passado geológico da Terra. Ainda que o âmbar seja estudado essencialmente por geoquímicos e paleontólogos nos contextos da paleobotânica e paleozoologia, a pesquisa sobre sua composição molecular tem relação direta com a quimiotaxonomia e com a fitoquímica. No Brasil, os resultados obtidos até o momento permitiram a determinação de três famílias de coníferas como possíveis produtoras de âmbar no período Cretáceo – Araucariaceae, Podocarpaceae e Cheirolepidiaceae.

 

DOI: 10.5935/1984-6835.20110020


Palavras-chave


âmbar; terpenoides; quimiotaxonomia; paleobotânica; coníferas.

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