Fotoquímica Sem Luz?

Josef W. Baader, Cassius V. Stevani, Etelvino J. H. Bechara

Resumo


Em 1974, independentemente, Giuseppe Cilento (Universidade de São Paulo) e Emil White (Johns Hopkins University) provocaram a comunidade científica com a hipótese de que reações tipicamente fotoquímicas podem ocorrer no escuro em tecidos de plantas e animais. Eles se ancoraram nas pesquisas da época sobre fotoquímica e quimiluminescência que desvelavam a produção de compostos carbonílicos no estado triplete por reações químicas e enzimáticas de 1,2-dioxetanos e outros peróxidos. Estas espécies emitem quimiluminescência ultra-fraca, entretanto, tendo vida media relativamente longa e sendo muito reativas, podem competitivamente transferir energia eletrônica ou reagir como radicais alcoxilas com alvos biológicos (proteínas, lipídios, DNA), disparando respostas fisiológicas ou patogênicas. Estas ideias foram ambiciosamente perseguidas por eles e outros pesquisadores na tentativa de validar a hipótese cunhada como fotoquímica sem luz que ampliaria o campo da fotobiologia.

 

DOI: 10.5935/1984-6835.20150005


Palavras-chave


Peróxidos; peroxidases; 1,2-dioxetanos; estados eletronicamente excitados; estados triplete; quimiluminescência; fotoquímica.

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